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| Renoir - Le déjeuner des canotiers. |
deixei-me atenta a mesma uns 15 minutos, a pintura era de um formato aproximado ao A2 com uma qualidade bastante razoável de imagem. Nesse espaço de tempo senti um formigueiro no quadro em constante movimento. as pinceladas focavam e desfocavam a cena do almoço. Como se elas tivessem autonomia para decidirem o seu lugar na tela. Ressaltavam na perfeição a individualidade de cada personagem da cena, e se uma delas faltasse o quadro cederia à gravidade e perderia o seu equilíbrio. As cores fundiam-se e sobrepunham-se naturalmente. O meu encantamento centrava-se na pincelada solta e "descomprometida" de realismos. Todas elas escolhiam à risca o local certo, como feitas para ali estar. Todas imprescindíveis. As cores deixadas como definição das sensações e não dos objectos em si. O interesse está precisamente aí, na indefinição do objecto e sobretudo na exaltação das sensações que as cores e as pinceladas evocaram.
k.

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